A Origem

Trauma em Porto Velho

Sem alternativas, os pais de Augusto decidiram levá-lo para tratamento em Porto Velho, Rondônia. Ele viajou com sua mãe e sua avó, enquanto seu pai trabalhava na delegacia mantendo financeiramente a todos.

Ao chegar à cidade o pequeno Augusto sofreu outra experiência que o marcou por toda a vida. Conseguiu ser matriculado na escola, mas, no primeiro dia de aula, assistia tranqüilamente as explicações da professora até o instante em que foi escolhido para resolver um exercício na lousa. Levantou a mão inchada com o giz e expôs a sua doença. Os alunos nada perceberam, mas a professora o levou à direção que ficou perplexa por aquele garoto ter conseguido matrícula “daquele jeito”.

Como se não bastasse, foi levado da escola ao hospital de ambulância. Quando o médico deu seu diagnóstico exigiu a expulsão do menino da escola. Não só expulsaram Augusto como o largaram na porta do hospital, sem ao menos levá-lo para a casa.

Após todos estes eventos ele ficou deprimido e solitário, sonhava em ser tratado com respeito: “muitas pessoas querem ser diferentes e eu queria ser normal”. Passava horas meditando, sozinho pelos cantos. Alternava suas reflexões com o convívio familiar e raríssimos passeios.

Mascara Foto do Bacarau

“(...) -Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade;

Valeu a pena fazer a hora, 
Colher o medo o doce fruto da coragem; 
Valeu a pena escrever História 
Com mãos podadas e abrir passagem

-Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade.”

Trecho da música “Valeu a Pena”, de Bacurau. Música feita para homenagear os 10 anos do Morhan.
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Vida nas Colônias

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Engajamento e Militância

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A partida

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