Engajamento e militância

Reconhecimento internacional

Desde que Bacurau saiu da colônia Souza Araújo seu trabalho foi divulgado no Brasil e no mundo. Recebeu inúmeras homenagens, e, entre elas, uma lhe rendeu reconhecimento internacional.

Na cidade de Savona, na Itália, em 1990, Bacurau recebeu o Prêmio Nacional Raoul Follereau. A pedido da Associazione Raoull Follereau – associação que organizou o evento de premiação –, estendeu sua permanência no país, percorrendo 30 cidades italianas, para proferir palestras sobre o trabalho do Morhan e os problemas brasileiros.

Ainda na Itália, foi recebido pelo Partido Comunista Italiano. Os herdeiros de Gramsci reconheceram em Bacurau um autêntico intelectual orgânico. Em outra circunstância, encontrou-se com o Papa João Paulo II e, após a audiência pública, entregou-lhe um exemplar do seu livro “À Margem da Vida”.

No Congresso Internacional de Hanseníase, ocorrido em Orlando, nos Estados Unidos, em 1993, Bacurau apresentou um artigo critico: “Leproso: Uma Identidade Perversa”. No texto ele alerta para as formações culturais que degeneram a identidade das pessoas por conta de doenças.

Em 1995, Bacurau viaja para a China a convite do governo chinês. Foi bem recepcionado por todos os pacientes que conheceu, mas do governo chinês não guardou uma boa impressão por acreditar que estavam manipulando a tradução da sua fala de acordo com os interesses governamentais.

No mesmo ano, Bacurau vivenciou um momento que considerava um dos mais alegres da sua vida. A fundação da IDEA – Integration Dignity and Economic Advancement –, organização que ajudou a criar. Ele contava que no evento de lançamento prestou atenção na diversidade dos participantes. Pessoas com hanseníase de Ruanda, da Índia, de todas as partes do mundo, junto a pesquisadores eintelectuais, servidos por garçons que não tinham hanseníase, todos juntos, em um local fino, sendo bem tratados e de forma igual. 

Mascara Foto do Bacarau

“(...) -Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade;

Valeu a pena fazer a hora, 
Colher o medo o doce fruto da coragem; 
Valeu a pena escrever História 
Com mãos podadas e abrir passagem

-Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade.”

Trecho da música “Valeu a Pena”, de Bacurau. Música feita para homenagear os 10 anos do Morhan.
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A Origem

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Vida nas Colônias

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A partida

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