A Origem

Exclusão e drama familiar

Manicoré é uma cidade pequena e seus habitantes tinham horror à hanseníase. Existia na época a “lancha do Governo” que recolhia os doentes e levava-os para o isolamento. Era, geralmente, uma canoa amarrada a um barco, e nela eram transportadas as pessoas com hanseníase, tuberculose ou outro mal contagioso para o hospital colônia de Manaus.

Entre 1946 e 1947, alguns moradores da cidade denunciaram a doença de Augusto ao posto de saúde. Dias após a denúncia, uma equipe da polícia sanitária bate na porta da sua casa. Seu pai, desesperado, temendo levarem o filho para Manaus, abraçou-o, armou-se de um facão, e gritou: “Só levam meu filho morto!”. Os oficiais intimidados nada fizeram.

Pouco tempo depois da primeira tentativa de levar Augusto, os policiais souberam que João Nunes havia viajado a Porto Velho. Desta vez foram mais brutais e desumanos. Entraram na casa a força e, com as descrições que tinham, levaram, por engano, o irmão Pedro no lugar de Augusto. Com a rapidez da ação pegaram o primeiro que viram com as características anotadas. Pedro nunca mais foi localizado.

Mascara Foto do Bacarau

“(...) -Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade;

Valeu a pena fazer a hora, 
Colher o medo o doce fruto da coragem; 
Valeu a pena escrever História 
Com mãos podadas e abrir passagem

-Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade.”

Trecho da música “Valeu a Pena”, de Bacurau. Música feita para homenagear os 10 anos do Morhan.
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Vida nas Colônias

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Engajamento e Militância

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A partida

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