A Origem

A hanseníase surge na família

A infância de Augusto foi saudável e normal até os cinco anos de idade. Brincava na rua, como qualquer garoto comum, e em sua casa, bastante freqüentada por amigos e familiares.

Em 1945, no ano do seu sexto aniversário, o pequeno Augusto apresentou sintomas do mal de hansen. É difícil precisar, na maioria das vezes, quando ocorre o contágio devido ao longo período de incubação. Porém, é certo que a baixa defesa imunológica é um fator fundamental para contrair a hanseníase. Diante dos precários sistemas de saúde da época na região amazônica, e de uma Manicoré com pouca infra-estrutura de saneamento, podemos especular que todos na cidade eram mais vulneráveis às doenças, principalmente as crianças. Augusto deve ter tido contatos freqüentes com alguém contaminado e contraiu o bacilo.

Iniciou-se aí o drama que marcaria toda a família. A mão esquerda inchada de Augusto denunciava a hanseníase na forma virchowiana, a mais grave, pois é contagiosa e apresenta sinais visíveis, como inchaços, bolhas e feridas. A doença desagregou a família. 

 

Mascara Foto do Bacarau

“(...) -Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade;

Valeu a pena fazer a hora, 
Colher o medo o doce fruto da coragem; 
Valeu a pena escrever História 
Com mãos podadas e abrir passagem

-Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade.”

Trecho da música “Valeu a Pena”, de Bacurau. Música feita para homenagear os 10 anos do Morhan.
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