Imagem A luta de um homem por DIGNIDADE e um mundo mais justo!

Francisco Augusto Vieira Nunes, o Bacurau, nasceu em Manicoré, no Estado do Amazonas, em 1939. Bacurau contraiu hanseníase aos cinco anos de idade, na década de 40. Desde a infância conheceu de perto o preconceito e o isolamento do convívio social. Na adolescência passou a morar no hospital colônia de Porto Velho e lá ganhou o apelido de Bacurau, nome de um pássaro da região.

No início da década de 60 foi internado na colônia Souza Araújo, em Rio Branco, no Acre. Por seu envolvimento efetivo nas questões da comunidade, tornou-se um líder comunitário respeitado. Até a sua morte, em 1997, participou ativamente de várias lutas sociais, foi reconhecido e premiado internacionalmente pelas iniciativas e conquistas. Bacurau foi um dos fundadores do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase – Morhan –, em 1981.

A Sala Memória Bacurau é um espaço criado para guardar um pedaço da sua vida e obra e está localizada, em Rio Branco, na casa que residiu até o fim da vida. A idéia de fazer sua versão interativa, disponível na internet, é uma forma de universalizar a sua história. Um esforço que almeja divulgar, ainda mais, a sua incessante busca pelos direitos humanos e pela dignidade do portador de hanseníase e de qualquer outra patologia.

A trajetória humanista e corajosa de Bacurau serve tanto de modelo àqueles que deixam o próprio destino reger suas vidas, como de reforço do espírito de luta daqueles que se empenham em promover transformações sociais. Por esta razão, a Sala Memória e este site, não são apenas necessários, são imprescindíveis. É preciso lembrar sempre de pessoas que não se entregaram diante das dificuldades e das omissões alheias.

As palavras de Bacurau precisam ser amplificadas e multiplicadas. O sonho de Bacurau precisa ser alimentado, pois o seu sonho é o sonho de cada um que acredita em um futuro melhor.

Mascara Foto do Bacarau

“(...) -Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade;

Valeu a pena fazer a hora, 
Colher o medo o doce fruto da coragem; 
Valeu a pena escrever História 
Com mãos podadas e abrir passagem

-Liberdade, liberdade. 
Cabeça erguida, voz, identidade.”

Trecho da música “Valeu a Pena”, de Bacurau. Música feita para homenagear os 10 anos do Morhan.
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A Origem

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Vida nas Colônias

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Engajamento e Militância

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A partida

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